Quando o descanso é pecado
E um riso ou sorriso subjugado
Meu corpo se purifica
Dançando com o corpo suado
E quando nos disserem que não
Tudo vai valer
Para lembrar que a revolta
É vontade de viver
A sua consciência
Mira à minha boca
Mas não só de ciência
Vive uma paixão
Buscando um salário
Que não seja confiscado
Da sua existência
A alegria do que é sagrado
E quando tudo te disser o contrário
A gente vai se convencer
A gente vai se convencer
Na vitória ou na derrota
Não se deixe esquecer
Que o motivo da tua luta
É vontade de viver
Existe um direito guardado
Que não se reserva a achar que é errado
O nosso poder de existir
Num mundo capitalizado
E quando nos disserem que não
Tudo vai valer
Para lembrar que a revolta
É vontade de viver
A desobediência
É a liberdade solta
E minha preferência
É que vire tradição
Buscando um salário
Que não seja confiscado
Da sua existência
A alegria do que é sagrado
E quando tudo te disser o contrário
A gente vai se convencer
A gente vai se convencer
Na vitória ou na derrota
Não se deixe esquecer
Que o motivo da tua luta
É vontade de viver
A gente vai se convencer
A gente vai se convencer
Na vitória ou na derrota
Não se deixe esquecer
Que o motivo da tua luta
É vontade de viver
O país vai torcer
É de novo o Brasil!
Que se ergue pra acreditar
E arriscar
O país vai torcer
É de novo, “Brasil!”
Nosso hino vai ecoar
Ó pátria
Vestindo a camisa
Pra sonhar
A vitória é bonita
De ganhar
Na derrota estamos
Também lá
E a mesa reunida
É o que faz
Valer a pena
O quanto o país é
Mesmo idolatrado
Só não brinque comigo
Honre o que é cantado
Na torcida está
Todo mundo vidrado
Dá-se as mãos, vira amigo
Lembra de um povoado
Lembro-me também
Que isso nutre o Estado
Isso mexe comigo
Deixa o povo abraçado
Mas não esqueço
Quem escolhe estar do meu lado
Pra vencer
O país vai torcer
É de novo o Brasil!
Que se ergue pra acreditar
E arriscar
O país vai torcer
É de novo, “Brasil!”
Nosso hino vai ecoar
Ó Pátria
Viva essa camisa
Popular
Toda história bonita
Tem lugar
Nós estamos
Buscando celebrar
E a razão reerguida
É o que faz
Valer a pena
Nos bares não é dividido
É tudo colorido, e nada combinado
É que o suor nosso é coletivo
Seja divertindo, ou seja no trabalho
É todo mundo de um lado
É todo mundo vibrando
É todo mundo colado
É todo mundo sorrindo
É todo mundo frustrado
É todo mundo encantado
Unido
Nos bares não é dividido
É tudo colorido, e nada combinado
É que o suor nosso é coletivo
Seja no sorriso, ou seja no trabalho
É todo mundo de um lado
É todo mundo vibrando
É todo mundo colado
É todo o povo unido
Pelo mesmo legado
Desse solo ocupado!
O país vai torcer
É de novo o Brasil!
Que se ergue pra acreditar
E arriscar
O país vai torcer
É de novo, “Brasil!”
Nosso hino vai ecoar
Ó Pátria
Amada!
Porque somos conterrâneos
Latino-americanos
Conterrâneos
Latino-americanos
Conterrâneos
Latino-americanos
O sangue latino
Percorre por você e por mim
O que tem de errado hermanos
De errado também tem para mim
E de novo
Do próprio fel
Não vão querer mais beber
Americanos
Somos nós
Que do petróleo tem o mel
Então pára
De contar
Tantas falsas histórias
Que te fazem
Acreditar
Em salvadores da pátria
Conterrâneos
Latino-americanos
Conterrâneos
Latino-americanos
Não tem lei
Não tem lei
Não tem lei
É no apagar das luzes
Que buscam o seu troféu
Ditando tantas regras
E agradecem tanto aos céus
Que prece que impera
Imperador da dor faz terra
Não tem paz não tem trégua
E assim declaram guerra
Diz dona Maria
“Ir com fé”
Soberania
Peça, Maria
Tanta reserva natural
E uma corrida contra o mal
Latina-América
Tanta corrida natural
Já pressupondo todo o mal
Latina-América
E vai ficar tudo igual
Sempre em nome do capital
Latina-América
O papo decolonial
Não é manchete no jornal
Latina-América
Conterrâneos
Latino-americanos
Conterrâneos
Latino-americanos
PEC da Blindagem
Tá tudo blindado
Quem que tá blindado?
É outro baleado
Caído
Quem é que precisa tanto de blindagem
PEC da Blindagem
É tanta bandidagem
E atrás da bancada
Você fala tanta merda
Quem dirá
Das regras que estão na lei
Na candidatura que você fez
Mas quem dirá
Que você
Vai bancar
A história
Que está sendo escrita
Tá tudo invertido, tudo misturado?
Não!
Eu separo o joio do trigo
Dos traíras desapatriados
Tá tudo invertido, tudo misturado?
Não!
Eu separo o joio do trigo
Dos traíras desapatriados
Liberdade não é pra se esperar
Liberdade não é pra se esperar
Anistia pra covarde é pura crueldade
A sua ignorância não é sua coragem
Não me venha com humildade
Sua fome de verdade
Está sempre vestida em pêlo de maldade
E aí você vem
E me conta
Que não tem nada a ver
Essa história de lei
Tá tudo invertido, tudo misturado?
Não!
Eu separo o joio do trigo
Dos traíras desapatriados
Tá tudo invertido, tudo misturado?
Não!
Não!
Não
Liberdade não é pra se esperar
Não!
Não!
Liberdade não é pra se esperar
Não!